sábado, 27 de julho de 2013

De 27 de julho ao dia 01 de agosto, o Centro Cultural UFG recebe a programação da 2 SESC ALDEIA DO DIABO VELHO. Confiram a programação abaixo:

Dia 27 de julho - 21h - Espetáculo: O Jardim
Grupo: Cia Hiato/SP
Local: Centro Cultural da UFG – Praça Universitária
Classificação: 16 anos
Gênero: Drama / Duração: 90min
Ingresso – R$2,00 Comerciários / R$10,00 Inteira

Dia 28 de julho - 20h - Espetáculo: O Jardim
Grupo: Cia Hiato/SP
Local: Centro Cultural da UFG – Praça Universitária
Classificação: 16 anos
Gênero: Drama / Duração: 90min
Ingresso – R$2,00 Comerciários / R$10,00 Inteira

Dia 29 de julho - 19h - Espetáculo: A Força da Terra
Grupo: Teatro Ritual/GO
Local: Centro Cultural da UFG – Praça Universitária
Classificação: 16 anos
Gênero: Drama / Duração: 70min
Ingresso – R$2,00 Comerciários / R$10,00 Inteira

Dia 30 de julho - 20h - Espetáculo: A Força da Terra
Grupo: Teatro Ritual/GO
Local: Centro Cultural da UFG – Praça Universitária
Classificação: 16 anos
Gênero: Drama / Duração: 70min
Ingresso – R$2,00 Comerciários / R$10,00 Inteira

Dia 01 de agosto - 19h - Espetáculo: OLGA
Grupo: Teatro GTI - Núcleo de Investigação Cênica/GO
Local: Centro Cultural da UFG – Praça Universitária
Classificação: 12 anos
Gênero: Drama / Duração: 55min
Ingresso – R$2,00 Comerciários / R$10,00 Inteira

domingo, 21 de julho de 2013




O Centro Cultural UFG -Pro-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC-UFG), em parceria com A Construtora - Música e Cultura e patrocínio da Consciente Construtora,  apresentam  o show de SILVA (ES ) com abertura da banda Shotguns Wives (GO) na série: "Música Consciente", dia 23 de julho, as  21h, no Centro Cultural UFG. 

SILVA (ES )

O capixaba Lúcio Silva, mais conhecido como SILVA, apresenta o show de seu primeiro álbum, "Claridão" (Slap/Som Livre), que vem para complementar seu elogiado EP  lançado em 2011, que figurou nas principais listas de melhores discos do ano e o levou à final do Prêmio Multishow na categoria "Revelação do Ano". Gravado na casa do SILVA, onde ele mesmo se encarregou de gravar todos os instrumentos e vocais, "Claridão" é também um disco de canções completamente autorais do próprio SILVA em parceria - nas letras - com seu irmão, Lucas.

Com design de luz de Marina Stoll, SILVA apresenta o novo repertório com destaque para as músicas sucesso na web "A visita" e "12 de Maio", e as recém lançadas "Ventania", "Falando Sério", "Mais Cedo", "Moletom",  "Posso" e a faixa que dá nome ao álbum, "Claridão",  que segundo o próprio SILVA "é um neologismo criado pelo poeta amazonense Thiago de Mello. Essa palavra me chamou atenção pela beleza e por descrever bem o humor e o ambiente que as músicas evocam".

SILVA, rodeado por seus sintetizadores, piano e violino, apresenta-se na companhia de apenas mais um músico, o baterista e amigo de infância Hugo Coutinho, que dá conta das batidas e programações eletrônicas. E é no palco que a dupla deixa bem claro a alegria que é sair do estúdio e pegar a estrada.

SERVIÇO:
Série “MÚSICA CONSCIENTE” - SILVA (ES)
Abertura: SHOTGUNS WIVES (GO)
DATA: 23 de julho de 2013
Horário: 21h
Local: Centro Cultural UFG
Ingressos: R$ 20,00 (inteira)
                   R$ 10,00 (meia)
Postos de Venda: Livrarias UFG e Restaurante TRIBO
Realização: PROEC-UFG
                    A Construtora - Música e Cultura
Patrocínio: Consciente Construtora
Apoio: Glória Bar Restaurante, Tribo Restaurante e Harmonia Musical

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mérken mostra raízes latino-americanas em apresentação no Centro Cultural UFG

Mérken mostra raízes latino-americanas em
apresentação no Centro Cultural UFG


Concerto do grupo chileno será realizado dentro da série “Músicas” no dia 22 de julho
e vai homenagear expoentes da canção política chilena

O Centro Cultural UFG recebe no próximo dia 22 de julho, às 20h30, os jovens cantores do grupo chileno Mérken, dentro da série de concertos Músicas. A banda, que é atualmente uma das mais emblemáticas da música latino-americana e se dedica a manter vivas as raízes culturais de diversas regiões, vai fazer uma homenagem a dois dos maiores compositores de canção política chilena: Violeta Parra e Victor Jara.
Com letras engajadas, a banda mistura um som que vai do clássico ao pop, passando pelo jazz, e é reconhecida internacionalmente pela excelência instrumental. No show que trará a Goiânia ela incorpora elementos do teatro e de dança para traduzir a luta de Violeta Parra e Victor Jara contra a opressão.
O Merkén formou-se no Conservatório de Música da Universidade do Chile e segue no embalo desde 2006. Ele é composto por sete integrantes: Fernanda Mosqueda Castro (charango, guitarra, voz e percussão), Ariel López Silva (piano), Felipe Valdés Carraha (guitarra, triplo, voz e zamponhas), Gonzalo Ramos Castro (percussão latina, quatro, voz e quenas), Antonio Luna Rudloff (baixo, guitarra, voz, zamponhas e quenas), Paulina de Petris Cárdenas (voz, percussão e zamponha) e Camila Vaccaro Rivera (acordeon, piano, voz e percussão).
Seu trabalho traduz ritmos folclóricos pouco conhecidos por aqui, como jorop, festejo, landó, chacarera, zamba e cueca. O jorop é tradicional da Venezuela se parece com a valsa. O festejo e o landó são músicas folclóricas do Peru. O festejo mais acelerado e com uma batida mais forte em comparação ao landó, que se assemelha à valsa (como o jorop), misturando influências africanas e espanholas. A chacarera é um ritmo argentino de caráter alegre e festivo. Já a cueca é a música tradicional do Chile, também festiva e com uma dança própria.
Homenageados
Violeta Parra ( 1917-1967) foi uma compositora, cantora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista deste país e fundadora da música popular chilena. É autora da canção "Volver a los 17", que foi gravada por Milton Nascimento e Mercedes Sosa.
Víctor Jara ( 1932 -1973) foi um professor, diretor de teatro, poeta, cantor, compositor, músico e ativista político chileno. Nascido numa família de camponeses, desempenhando um papel central entre os artistas neo-folclóricos que estabeleceram o movimento da Nueva Canción Chilena, que gerou uma revolução na música popular de seu país durante o governo de Salvador Allende. Logo após o golpe militar de 11 de setembro de 1973, Jara foi preso, torturado e fuzilado

Serviço:
Série MÚSICAS - Mérken - Chile
Data: 22 de julho de 2013
Horário: 20h30
Local: Centro Cultural UFG - Praça Universitária
R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (meia)
Realização: PROEC-UFG

terça-feira, 28 de agosto de 2012

LUCAS SANTTANA LANÇA SEU QUINTO DISCO “O DEUS QUE DEVASTA MAS TAMBÉM CURA”

Mais de uma década depois de apresentar seu trabalho de estreia, o cantor, compositor e multiinstrumentista Lucas Santtana lança seu quinto disco “O Deus que Devasta mas Também Cura”, em março, contemplado pelo Fundo de Apoio à Música (FAM). Com produção de Santtana, que nasceu na Bahia e vive no Rio de Janeiro há 17 anos, o trabalho traz dez faixas, sendo oito autorais e duas versões. Gravadas em estúdios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, mixadas por Buguinha Dub e masterizadas por Gustavo Lenza, composições inéditas e releituras são unidas por esmeradas camadas orquestrais, ora orgânicas, ora sampleadas de obras de nomes como Beethoven, Ravel e Debussy. As pinturas a óleo com precisão fotográfica que ilustram a capa e o encarte são do artista plástico norte-americano Gregory Thielker. A faixa-título, que inaugura o álbum e desencadeou todas suas composições, é uma parceria com Gui Amabis e Dengue, criada originalmente para o disco de Amabis, “Memórias Luso/ Africanas” (2011). Em sua nova versão, “O Deus que Devasta mas Também Cura” ganha produção de Santtana em parceria com Chico Neves e arranjo e regência – com licença devida do antagonismo vocabular e literal, minimalistas e grandiosos do maestro baiano Letieres Leite. A intensa narrativa poética de “quando a cidade parou por causa da fúria de um Deus que fez ainda pior” é acompanhada pela Orkestra Rumpilezz com auxílio de trio de madeiras com fagote, clarinete e trompa. Um prenúncio da estética preciosa que pontua as nove canções que estão por vir. Sobe o índice rítmico. A segunda, e irresistível, faixa do disco, “Músico”, tem letra de Tom Zé e melodia de Herbert Vianna e Bi Ribeiro. Gravada originamente no disco “Severino” (1994) dos Paralamas do Sucesso, a música ganhou versão contundente defendida por um time laureado que celebra o tema da canção. Guitarra de Gustavo Ruiz, baixo de Marcos Gerez (Hurtmold), MPC de Curumin,sinthy de Maurício Fleury (Bixiga70), bateria de Bruno Buarque, samples de Rica Amabis (Instituto) e vozes de Céu e Santtana travam conversa suingada, certeira e inspirada com orquestrações sampleadas de Beethoven. Balanço já devidamente desperto, entram baterias eletrônicas vintage e samples do quarteto de cordas de Ravel, em combinação com alto potencial depista, e surgem os versos de “Jogos Madrugais”. “Pupilas que dilatam enquanto o corpo aquece”. “Sentidos que explodem para que outros adormeçam”. “O corpo vibra e torce, o peito não alenta” “Eu gosto de varar a madrugada, jogar até o corpo exaurido cessar resposta“. Os trechos, que poderiam tratar de uma jornada sexual alucinante e aditivada, falam na verdade de uma noitada igualmente intensa porém entregue aos prazeres de umvideogame. O refrão em inglês é inspirado em um documentário sobre neurociência. A voz de Lucas, que também assina esta composição, acompanhada de arranjo sofisticado escrito a quatro mãos com Gui Amabis, abre a confessional “É Sempre Bom Se Lembrar”, canção delicada e lancinante sobre um amor que se despede. A “balada prima irmã da faixa-título”, como classifica seu autor, conta com o produtor Gui Amabis também no baixo e samples de orquestra, Kassin no baixo acústico e sinthy, Marcelo Lobato no vibrafone, o maestro Luca Raele (Nouvele Cousine) no clarinete e Hudson Lima no violoncello. A solidão anunciada na faixa anterior conquista “moradia permanente” em “Se Pá S.K.A S.P.”, dedicada à cidade de São Paulo. Inspirado na convivência de Santtana com amigos instalados na metrópole, o ska clássico tem Morotó Slim (Retrofoguetes) nas guitarras surf music e arranjos de metais de Santtana, autor da composição. Outra canção motivada por vivências paulistanas, desta vez com letra ficcional baseada em fatos reais, a balada “Para Onde Irá Essa Noite?” conta com Marcelo Callado (bateria), Ricardo Dias Gomes (baixo), Gustavo Benjão (guitarra), Lucas Vasconcellos (teclados) e David Cole (efeitos) – formação presente em sete faixas do disco. Belém também ganha sua reverência na cinematográfica “Ela é Belém”, que desenha a cidade paraense segundo o imaginário mítico de Santtana. A descrição da terra desconhecida até então (o compositor esteve e tocou na capital pela primeira vez em 2011) é alimentada pela música e culinária paraense, referências substanciosas para esta construção. A faixa tem clima inicialmente bucólico, pacato, subitamente invadido por sonoridade digna de uma luminosa e poderosa aparelhagem de Belém. Uma fábula musical que nos leva a imaginar Dorival Caymmi feat. Maderito (Gang do Eletro). A produção orquestral e eletrônica, realizada em Salvador, é do baiano Gilberto Monte. Originalmente com letra, a única faixa instrumental do disco, “Vamos Andar pela Cidade” teve seu destino alterado por Guizado (Guilherme Mendonça). O arranjo de metais do trompetista paulistano ficou tão contundente, casou tanto com os arranjos orquestrais do disco, que Santtana resolveu presentear o disco com o tema. “Deus que Devasta mas também Cura” inaugura a parceria do compositor com seu filho, Josué, na cativante e ensolarada “Dia de Furar Onda no Mar”, que homegeia o jovem compositor e seus primos Joaquim e Mateus. Na música, Josué é autor de definições autênticas e intuitivas para diversas palavras do cotidiano. Segundo o dicionário do garoto de nove anos “almejar é beijar na boca”, “Reveillon é nome de uma empresa” e “contemporâneo é alguém sem coração”. As frases são trechos do livro “ABC do Josué”, que será lançado em 2012 pela Editora Dantes. A faixa conta com participações especiais de várias crianças, todas amigas deJosué. Bastante influênciado por suas discotecagens de Global Guettotech*, Santtana fecha o disco com uma versão nacional para “This is Not The Fire”, da banda inglesa My Tiger My Timing. “O Paladino e seu Cavalo Altar” flerta com o Kuduro de Angola e traz o multiinstrumentista na guitarra e nos games. Sobre Lucas Santtana – O compositor e multiinstrumentista Lucas Santtana tem cinco discos lançados: "Eletro Bem Dodô" (2000), "Parada de Lucas" (2003), "3 Sessions in a Greenhouse" (2006), "Sem Nostalgia" (2009) e “O Deus que Devasta mas Também Cura” (2012). Seus instrumentos são a guitarra e o violão mas também toca flauta transversal, saxofone, baixo e cavaco. Como instrumentista colaborou com Chico Science & Nação Zumbi, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Marisa Monte. Suas músicas já foram gravadas por nomes como Céu, Marisa Monte, Arto Lindsay e Fernanda Abreu. Tem canções nas trilhas sonoras de filmes como "Deus é Brasileiro", de Cacá Diegues, e "Surf Adventure2", de Roberto Moura, e assina a trilha do monólogo "O Bispo" encenado pelo ator João Miguel ("Cinema, Aspirinas e Urubus" e "Estômago"). Ao lado do diretor Bruno Barreto e Gal Costa, Santtana assina a direção musical do projeto "Trilhando", que uniu música e cinema no SESC Pompeia. Em 2011, lançou o disco “Sem Nostalgia” na Europa. Lotou o Barbican Theater, em Londres, e participou do programa de rádio Worldwide, do lendário DJ de nu jazz Gilles Peterson, transmitido para mais de 20 países, com cerca de meio milhão de ouvintes a cada semana. "Sem Nostalgia" angariou três estrelas e meia na revista Rolling Stone americana. O disco ficou em primeiro lugar no Top-5 de World Music no site da Womex 2011, foi indicado ao German Critic Awards (prêmio que equivale ao APCA na Alemanha) e ao Songlines Music Awards(UK). Ficou três meses no Top 3 da WMCE, World Music Charts Europe, associação de radialistas que abrange 12 países da Europa. Foi eleito o melhor disco estrangeiro de 2011 pelo jornal francêsLiberation e o sexto melhor disco do ano pela revista francesa Les Inrockuptibles. O reconhecimento na mídia internacional acompanha o compositor desde sua estreia, em 2000, com “Eletro Ben Dodô”. Seu primeiro álbum atraiu a atenção da imprensa e de formadores de opinião de outros países e conquistou críticas elogiosas em veículos como Le Monde, Chicago Tribune e Esquire. O New York Times considerou o disco um dos melhores trabalhos independentes do ano e Santtana caiu nas graças de David Byrne, grande entusiasta da música brasileira. Com o segundo disco "Parada de Lucas” (2003), novamente conquistou espaço no principal jornal americano, o NYT. “Um disco inteligente, para se dançar nas pistas, com o estilo do brasileiro. Seu segundo álbum é cheio de músicas incrivelmente cativantes e não desmerece o uso das máquinas.”. Em 2006, Santtana lançou “3 Sessions In A Greenhouse” e mais uma vez teve seu trabalho reconhecido internacionalmente. O álbum faturou nova menção no NYT e na revista norte-americana de jazz Downbeat, que elegeu o compositor “uma das figuras mais promissoras da música brasileira da última década”.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Centro Cultural UFG e Escola de Música e Artes Cênicas apresentam o 66º Recital em Homenagem à Nhanhá do Couto com o recital do pianista José Eduardo Martins

Centro Cultural UFG e Escola de Música e Artes Cênicas apresentam o 66º Recital em Homenagem à Nhanhá do Couto, com o recital do pianista José Eduardo Martins, dia 20 de agosto (segunda-feira), as 20 horas no centro Cultural UFG - Praça Universitária. Entrada Gratuita. No dia 21 de agosto (terça-fera), no mesmo local, teremos uma Conversa com o músico as 16h. Programa: Carlos Seixas (1704-1742) Duas Sonatas Do menor (15) Sol Maior (46) Gilberto Mendes (Santos 1922- ) Homenagem aos 90 anos! Sonatina Mozartiana (1951) Allegro Andante Allegro Eurico Carrapatoso (Mirandela - Portugal 1962- ) Seis histórias de crianças para divertir um artista (sob poesias de Violeta Figueiredo) (1ª audição no Brasil) O Raposo O fax do Papagaio D. abutre e o corvo Pombo-torcaz A minhoca Crocodilo A preceder cada peça o pianista lerá a poesia correspondente Claude Debussy (1862-1918) Sesquicentenário de nascimento Danse Sacrée - Danse Profane (transcrição para piano: Jacques Durand) Berceuse Héroïque Étude pour les cinc doigts Étude pour les tierces Étude pour les arpèges composés L'Isle Joyeuse ___________ Maria Angelica da Costa Brandao – Nhanha do Couto
José Eduardo Martins nasceu em 1938 na cidade de São Paulo, onde estudou com o professor russo José Kliass. Mais tarde, trabalhou durante alguns anos em Paris, com Marguerite Long, Jean Doyen e matérias teóricas com Louis Saguer. Seu vasto repertório estende-se do barroco à contemporaneidade. José Eduardo Martins tem 22 CDs gravados na Bélgica, Bulgária e Portugal, lançados pela Labor (U.S.A.), Portugaler and PortugalSom (Portugal) e, sobretudo, pelo selo De Rode Pomp, da Bélgica. É autor de diversos livros sobre música. José Eduardo Martins é Doctor Honoris-Causa pela Universidade Constantin Brancusi da Romênia e Acadêmico Honorário da Academia Brasileira de Música. Recebeu em Bruxelas, do governo brasileiro, a Ordem do Rio Branco e, por concessão de Sua Majestade Alberto II, Rei dos Belgas, a nomeação como Officier dans l’Ordre de la Couronne. Professor titular aposentado da Universidade de São Paulo. 66 RECITAL EM HOMENAGEM A NHANHA DO COUTO
– nasceu em 20 de agosto de 1880 na colonial Ouro Preto. Influenciada por seu pai, o maestro Francisco Vicente Costa e por sua mãe, Angelica Honorata Torres da Costa, também desde cedo se interessou pela musica. Aos 13 anos já se apresentava ao piano em recitais realizados no Rio de Janeiro e em Ouro Preto. Seu pai desejava vê-la tocar em grandes palcos, mas esse sonho se encerrou com o falecimento precoce de Francisco Vicente . Conforme relato de sua neta Belkiss Spenziere Carneiro de Mendonça, Nhanha perdeu, ao mesmo tempo, o pai, o mestre e o guia musical... Tudo mais foi esquecido! Carreira brilhante, glorias, palmas e flores. Em 1899 conheceu, apaixonou-se e se casou com o goiano Manoel Luiz do Couto Brandao, jovem goiano que estudava odontologia em Ouro Preto. O casal muda-se para a antiga Vila Boa levando na bagagem a mobília austríaca, um piano francês e a urgência de Nhanha em promover a vida cultural vilaboense: organizava matinês dançantes, audições de musicas, quermesses, grupos de teatro e festas à fantasia. Em 1914, cria uma orquestra para musicar os filmes mudos exibidos no recém-inaugurado Cinema Luso- Brasileiro. A orquestra tambem realizava concertos cujo repertorio seguia a moda operística da metrópole carioca. Já Nhanha, se exercitava tocando sonatas de Beethoven, valsas de Chopin, Preludios e Fugas de Bach e musica de compositores brasileiros como Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. Nhanha do Couto foi também professora, integrando o quadro do tradicional Lyceu de Goias, alem de ter em sua própria casa um curso de alfabetização. Desse curso veio a iniciativa de levar essa pratica para moradores de lugares distantes. Com o aval do governo estadual, Nhanha foi pioneira na implantação do ensino rural, primeiro na região de Catalao, depois em Santa Luzia, Luziania e outras cidades. Nessas localidades, alem da alfabetização, organizava peças teatrais, festas cívicas e coros orfeônicos, realizando , por que não dizer, uma revolução artístico-cultural em terras goianas. Uma revolução que se ampliou através de sua neta Belkiss Spenziere Carneiro de Mendonça, preparada por Nhanha para realizar um sonho: a criação de uma escola de musica na jovem capital de Goias. Em 1955, Belkiss Spenziere Carneiro de Mendonça, junto com o Maestro Jean Douliez, cria e assume a direção do Instituto de Musica da Escola Goiana de Belas Artes, cujo primeiro corpo docente foi constituído por Maria Lucy da Veiga Teixeira, Maria Luiza Povoa da Cruz e Dalva Maria Pires Machado Bragança. Desvinculando-se da Escola de Belas Artes em 1956, o Instituto passa a chamar-se Conservatorio Goiano de Musica, e, em 1960, integra as cinco unidades que constituíram a Universidade Federal de Goias, com o nome de Conservatorio de Musica, hoje , Escola de Musica e Artes Cênicas da UFG.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

INDIOS.COM CIA DE DANÇA

Histórico , foi criada a partir da Cia de Dança Crya fundada em 1997 pelas intérpretes-criadoras Cristina Moraes e Yara Costa. Em junho de 2001, passou a ser Indios.com Cia de Dança, dirigida apenas por Yara Costa. A obtenção de incentivos culturais oriundos de verba federal, estadual e municipal, propiciou a implementação de projetos que anteriormente eram apenas ideias, forçando um rápido mas importante amadurecimento da companhia. Em 2001 estreou o trabalho em dança-teatro “O Processo”, com a participação dos bailarinos e criadores Marcelo Dantas, Getulio Lima e Adriana Góes. “O Processo” oportunizou o reconhecimento da Índios.com como mais um grupo independente que surgia em Manaus. Ainda em 2001, uma apresentação solo de Yara Costa na fachada do prédio da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com uma coreografia no Rapel (descida em corda), marcou o início da pesquisa em dança aérea/vertical da companhia e com isso um diferencial nas produções coreográficas do Amazonas. Dando continuidade aos processos criativos, em 2002 foi criado o trabalho de dança contemporânea “Verso in Verso”, sendo apresentado no Teatro Gebes Medeiros dentro da programação da Secretaria de Estado de Cultura. A Índios.com Cia de Dança Em 2003 a direção da companhia buscou formar novos integrantes em dança aérea/vertical para a companhia, porém o retorno não foi o esperado e portanto a companhia continuou realizando trabalhos curtos e no elenco contava apenas com Concerto de Natal da SEC uma outra coreografia no Rapel na fachada da igreja da Matriz no centro da cidade de Manaus. Yara Costa, a qual apresentou no Em 2004 “O Processo” (foto 1) foi premiado pela Caravana FUNARTE de Circulação Regional - Brasil Amazônia. Com este prêmio, fez apresentações no ano de 2005 em Rondônia e Acre, nas cidades de Ji-paraná, Porto Velho, Cruzeiro de Sul e Rio Branco. Finalmente no ano de 2004, consolidou a formação de um elenco, formando novos bailarinos em dança aérea/vertical, os quais eram todos acadêmicos em dança, alunos de Yara Costa na UEA. Em 2005 foi contemplada pelo Pequenos Projetos Grandes Idéias / PPGI - Eventos, promovido pela Fundação Villa Lobos, atual MANAUSCULT da Prefeitura de Manaus para apresentar “O Processo. No mesmo ano, foi premiada pela mesma instituição para produzir o primeiro espetáculo de dança aérea/vertical da Companhia, "Por um Fio" no prêmio PPGI-Pessoa Jurídica. Desde 2003 participa do Concerto de Natal realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, desenvolvendo trabalhos pioneiros de dança aérea/vertical em Manaus para grandes alturas e em espaços abertos. Em 2006 e 2008 também participou do Reveillon promovido pela MANAUSTUR no anfiteatro da Ponta Negra. Em 2007 recebeu o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna para produzir e circular o espetáculo “Rito de Passagem”. Participou de eventos comemorativos como aniversário da cidade de Manaus no Anfiteatro da Ponta Negra. No ano de 2008 foi estreado o espetáculo “Rito de Passagem” que oportunizou para a Índios.com inúmeros outros prêmios e destaques a nível nacional e internacional. Neste ano, organizou juntamente com mais três grupos independentes de Manaus, o Laboratório Contemporâneo que tinha por finalidade principal o fomento e o diálogo da dança contemporânea em Manaus, tendo como curador convidado Eduardo Bonito do Rio de Janeiro.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Série “Todas As Artes” recebe Marcos Moraes e o Projeto DatingSoccerFood (DSF).

O multiartista e produtor Marcos Moraes, residente em São Paulo, interessado no diálogo e na interação com os artistas locais, desembarca em Goiânia nesta semana para integrar um conjunto de ações diversificadas e descentralizadas, de quinta a domingo, através do Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança – Circulação 2012. DatingSoccerFood, concebido e dirigido por Marcos Moraes e produzido por Radar Cultural, Gestão e Projetos, é uma plataforma aberta à pesquisa e à criação cênica, que tem como objetivo principal investigar os 'modos de fazer' da dança contemporânea a partir de encontros possíveis em processos colaborativos e das sínteses operadas pelo corpo. Seu fio condutor - e seu motor - é o desejo. DSF recebeu o Prêmio Fomento à Dança da Cidade de São Paulo – 9a edição e a Bolsa Funarte de Residências Artísticas em Artes Cênicas em 2010/11. Em 2012 recebe o Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança – Circulação. A primeira ação é uma conferência sobre possíveis diálogos das esferas estéticas, políticas e econômicas. Uma inicitiva do Fórum de Dança de Goiânia, em parceria com a Produtora Mais Um Baú de Idéias e que contará com os expositores convidados Décio Coutinho (diretor de ação cultural da SECULT Goiás) e da Prof. Dra. Valéria Figueiredo (idealizadora do Curso de Dança UFG). A conferência acontece na quinta feira, dia 31 de Maio, às 19:00 horas na Fábrica Cultura Coletiva será transmitida simultâneamente em rede. Na ocasião, o Fórum aproveita para discutir a formatação e fazero pré lançamento do Seminário FRESTAS - caminhos para articulação política e econômica da dança, previsto para o segundo semester, onde pretende reunir artistas, produtores, gestores e pesquisadores e educadores de todo território nacional em Goiânia para pensar as agendas políticas, estratégias econômicas e especificidades da area. Na sexta feira, dia 01 de julho, às 20:00h, Marcos Moraes apresenta “Solo Lisboa” e o Videodança “Love Letter” no Centro Cultural UFG (CCUFG) dentro da segunda edição da série “Todas As Artes”, sob coordenação Prof. Coordenadora de Cultura Flávia Maria Cruvinel, numa parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão. "Solo Lisboa" é um trabalho sobre o propósito da dança e sua relação intrínseca com a vida. A criação, a autoria, a representação, o movimento, a busca de sentidos, o fracasso e a invenção são alguns dos tópicos que o motivaram. Foi iniciado em residência artística no Atelier Real de Lisboa, onde teve o acompanhamento de João Fiadeiro, e desenvolvido em São Paulo. “Love Letter” é um videodança sobre ‘o olhar e a dança da/na cidade’. Foi desenvolvido em Londres junto à Fotógrafa e realizadora em vídeo Marcella Haddad, e editado por Fabio Almeida em São Paulo. Os dois trabalhos a serem apresentados foram iniciados a partir de residências artísticas (Fortaleza, Lisboa e Londres) que originaram diferentes processos artísticos, desenvolvidos e compartilhados em São Paulo. No sábado, dia 02, das 15:00 às 18:00 no sala de dança do CCUFG, Marcos realiza o workshop “Exercício Entre a Graça e Gravidade”, com o objetivo de pensar o corpo, mover o pensamento, num convite ao exercício da dança com prazer. Destinado bailarinos, atores, cantores, estudantes e profissionais que desejem trabalhar sua relação com o corpo, o espaço, a cena, o movimento. E para concluir a programação, no domingo as 10:00h da manhã, participa de uma roda de conversas intitulada Escambo de Idéias, após a apresentação do trabalho de conclusão em processos coreográficos da turma de Pós Gradução em Pedagogias da Dança do CEAFI. A intervenção urbana intitulada “SPIELEN catadores de brinquedo” acontece no Anfiteatro Natural (Teatro de Mambu do Parque Areião) e é supervisionada pelo professor, artista e pesquisador Kleber Damaso. Projeto DSF Circulação 2012 – Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança (Todas as atividades são gratuitas) • Dia 31/05/12 - Alinhamentos estéticos, políticos e econômicos. Conferência do Fórum de Dança de Goiânia e pré lançamento do Projeto FRESTAS. Expositores: Marcos Moraes, Décio Coutinho e Valéria Figueiredo. [Fábrica Cultura Coletiva - 19 hs]. •Dia 01/06/12 - Programa 1 - "Solo Lisboa" e videodança "Love Letter" - [Centro Cultural UFG - 20 hs]. • Dia 02/06/12 - Workshop "Exercícios Entre a Graça e a Gravidade" - [Centro Cultural UFG - das 15 hs às 18 hs]. • Dia 03/06/12 - Escambo de Idéias com Marcos Moraes e Turma de Pós Graduação em Pedagogias da Dança do CEAFI - [Teatro de Bambu - Parque Areião às 09:30 hs]. Ficha Técnica: Concepção e Direção: Marcos Moraes Produção Executiva: Radar Cultural, Gestão e Projetos Direção de Produção: Solange Borelli Love Letter – DVD – Com Marcos Moraes e participações especiais de Marcella Haddad, Teresa Toledo, Artyom Romanoff e os tocadores de Sinos de St. Mary`s Church, Putney Bridge, Londres. Camera de Marcella Haddad; Edição de Fabio Almeida. Solo Lisboa – Com Marcos Moraes; acompanhamento na residência realizada no Atelier Real (Lisboa): João Fiadeiro. Desenho de Luz: André Prado. Música: Chet Baker. Curriculum Resumido Marcos Moraes, formado em dança e em “Técnicas Psico-corporais Para o Desenvolvimento Harmônico” pelo Espacio de Desarrollo Armónico – Rio Abierto de Montevidéu, Uruguai, trabalha como artista, docente, gestor e produtor cultural. Atualmente desenvolve o Projeto DatingSoccerFood, plataforma de criação e pesquisa em Dança e Performance. Foi integrante do Grupo Espacio de Dança-Teatro dirigido por Graciela Figueroa, entre 1995 e 2002. Trabalhou em diversas parcerias artísticas como intérprete-criador, bailarino, ator e cantor. Colabora anualmente com alguns dos principais festivais e eventos de dança do Pais, tais como a Bienal de Dança do Ceará, o Festival Panorama de Dança (Rio de Janeiro) e o Festival Dança em Foco (Rio de Janeiro e São Paulo), entre outros. Trabalhou na articulação de redes e coletivos agrupados a partir dos Fóruns Economia da Dança iniciados com sua consultoria ao Festival Panorama de Dança (2008, Rio de Janeiro). Foi coordenador de Dança da Funarte/MinC, tendo conduzido a negociação que resultou na formação da Câmara Setorial de Dança, hoje Colegiado de Dança, vinculado ao CNPC.